MEUS CAMINHOS-I.S.R.C BR-D7D-07-00005 ADEMIR DE SOUZA-COMPOSITOR & INTER...
ADEMIR DE SOUZA ''POR'' ADEMIR DE SOUZA
Começando, pelo momento descrito pela minha mãe, de quando e onde cheguei nesse maravilhoso mundo.
O lugar fica em Bom Jesus de Itabapoana RJ. minha terra natal, (Cis-Maria) onde meus pais trabalhavam na roça, ainda não conferi se era uma fazenda, um sitio, só sei que a situação era de tal precariedade, que me banharam na cacimba quando nasci. (cacimba, pequeno poço de água)
Me sinto lisonjeado, pois comparando com a poluição de hoje era bem mais saudável.
Pois isso foi em 1951.
Pensando que eu era o 6º (sexto) filho de 10, como não foi a chegada ao mundo dos outros 6 (seis)?
De Bom Jesus, a lembrança que me vinha vagamente era, A) de estar na roça com um cacumbu de enxada (cacumbu enxada gasta, pequena) a ajudar na lida capinando, B) da vasilha que levávamos o almoço, era uma lata de marmelada, que depois de comermos o doce era aproveitada como marmita, C) da viagem de trem para São Gonçalo RJ. até que quando adulto comecei a conversar com minha mãe e minha irmã mais velha (Noli) sobre o passado pois ela era uma exímia contadora de casos.
Em São Gonçalo RJ. a nossa primeira morada foi no bairro Paraíso (Morro do Marimbondo) na casa da minha irmã Marlene, codinome, (Cota) depois na casa de um casal por nome Porfírio e Vica, que tinham três filhos Heraldo e Zé, e uma menina, ali ficamos por pouco tempo pois a minha mãe acostumada com a roça viu na oportunidade de morar e cuidar de um sítio no bairro de Santa Luzia São Gonçalo RJ. a chance de passar por menos aperto, pois assim poderia tirar da terra o nosso sustento.
No lugar, hoje existe uma comunidade, pois o progresso trouxe a estrada BR 101 e assim se viu o manguezal sendo aterrado e dando a lugar a novas residencias (isso já nos anos 70 e 80) (o lugar fica no final da rua: Maria Rita no bairro do Porto Novo São Gonçalo RJ.) ali moramos de 1960 até 1969 quando terminei o curso primário no colégio interno Aprendizado Agrícola de Sacra Família, (veja no blog) http://aprendizadoagricoladesacrafamilia.blogspot.com.br/, onde estudamos de 1964 a 1968, me lembro bem de quando fomos para o colégio interno eu e meu irmão mais novo, o Brasil estava em polvorosa os militares tomavam conta do pais, se iniciando os malditos tempos, de ditadura.Moramos de favor por muito tempo, ora na casa de irmãos casados, ora na casa de amigos, ate minha mãe construir com ajuda de amigos e parentes uma casa de estuque num terreno da marinha por permissão de um cidadão por nome Capitão Meninô, que tomava conta do terreno onde existia uma colônia de pescadores denominada Maçaranduba, pois ali existia varias arvores desta especie, onde corre o Rio Marimbondo, nesse tempo ainda pudia-se desfrutar do banho, da pesca do camarão, peixes, e caranguejos no manguezal, o que me inspirou anos a frente ao deparar-me com o estado de poluição e depredação do meio ambiente, a compor a música, "YouTube "Chora Baia de Guanabara"
Os motivos da minha ida com o meu irmão para o internato foram.
Havia um colégio interno no bairro Paraíso em São Gonçalo RJ. (Patronato de Menores de São Gonçalo) onde trabalhava o marido da minha irmã, assim consegui a oportunidade de estudar como semi-interno a noite dormia na casa da minha irmã que por ser o seu marido funcionário do colégio teve a oportunidade de construir e ali morar, nas terras do colégio, assim foi o primeiro núcleo da família a ter uma casa propiá e sair do aluguel.
Devido a urbanização do bairro Paraíso e o crescimento da população, ficou inviável a permanência do internato, assim com seu fim e a transferência dos alunos para outros núcleos o diretor consultou minha mãe oferecendo a oportunidade da minha inclusão e do meu irmão entre os transferidos, foi a oportunidade para estudarmos.
Fiquei internado de 1964 a 1968 quando tive que sair ao completar 18 anos, meu irmão ainda ficou por mais um ano, pois o colégio passou a ter internos com menos de 10 anos, uma pena.
Minha família, como tantas outras famílias brasileiras e mista de miscigenação, por parte da minha mãe são imigrantes europeus assentados em Santo Antônio de Pádua RJ. por parte do meu pai índios e negros, naturais de Bom jesus de Itabapoana RJ. e arredores.
A realidade é que as famílias dificilmente resistiam as dificuldades de se adaptarem a mudança brusca de sair do interior e vir para cidade grande, a minha não resistiu e como quase sempre os filhos ficam sob os cuidados da mãe, foi o nosso caso.
Se por um lado a minha ida para o colégio interno foi importante pra eu estudar, por outro me privou do conhecimento que se adquire na convivência do dia a dia com a sociedade, ainda mais num período de ditadura, a escassez de informações me privou de desenvolver a veia artística em tempo de possibilidade de maior absorvência das informações.
Em 1968 ao sair do internato não havia meio termo era trabalhar, onde e no que viesse, meu cunhado um pedreiro (como se dizia) de mão cheia, era disputado no bairro, fui pro trampo com ele, mais logo aprendi a profissão me emancipei, criei minha clientela, e fui a luta, convenci minha mãe a sair do trabalho e assumi a casa.
Aos Vinte e Quatro já era pai, meu primeiro filho fruto de um relacionamento que assumi aos 21 anos mais que eu pela pouca idade, e num momento em que eu vivia a euforia de aproveitar cada instante de folga do trabalho, os bailes, o futebol com os amigos, praia, toda opção de lazer possível lá estava eu, não deixava escapar, queria recuperar o tempo perdido por ter ficado no colégio interno dos 12 aos 18 anos, como se isso fosse possível, bem, não deu certo.
Casei-me em 1976 com tudo que e de direito padre, igreja, álbum de fotos, em 1977 mais um garotão, em 1980 uma linda menina, em 1981 mais uma linda menina, porem o casamento acabou, poderia enumerar muitas razões, porém prefiro crer que não tinha que ser.
Em meio ao trabalho, as diversões, o casamento, e os relacionamentos amorosos, hoje me apercebo de alguns pitacos referentes ao meu comportamento e as minhas ações, que são motivo de reflexão.
Certa vez, minha mãe ao ver-me, me trajar para ir ao baile comentou, você não deveria casar-se nunca, (parecia que estava prevento a minha saga)
Certa vez, trabalhando e cantarolando, a filha de uma cliente de trabalho onde executava uma reforma, ao observar-me indagou-me se eu cantava em Inglês, queria me indicar pra uma banda, era moda nos anos 70 pois as músicas cantadas nesse idioma invadiram as rádios brasileiras e predominavam nos bailes.
Certa vez, ainda como ajudante, mas aproveitando a oportunidade que tinha, sempre pegava a ferramenta para ajudar o pedreiro, o encarregado da obra observando o meu desempenho comentou, com o pedreiro, esse vai te passar a casca.
Certa vez, trabalhando na casa de um pastor evangélico, ele comentou, você é abençoado por Deus, indaguei o porquê, ele fez referência ao rendimento do meu trabalho comparando com meus companheiros.
Certa vez, ao revestir o piso da área de trabalho de um cliente em caquinho, fragmentos de cerâmica, (mosaico), sua esposa vendo-me executar o acabamento que requeria habilidade apurada, pois que a área tinha medidas irregulares disse-me, és um artista.
Certa vez, um amigo e companheiro de trabalho e do grupo de samba em que tocamos, num encontro casual, quando eu estava indo dar um rolê num fim de semana e estava sem grana, ele dividindo o pouco que tinha comigo, comentou, amigo só tem um jeito pra nós, e ganhar na loteria, ou o sucesso com a música.
Certa vez, aos 29 anos, quando comecei a aprender tocar violão, alguém disse-me que você está muito velho para isso.
Certa vez, indo a uma rádio comunitária para divulgar a minha música, o locutor ao saber que eu trabalhava na construção civil, comentou, o cara e pedreiro, quer ser cantor.
Certa vez estava eu no pátio do colégio, sozinho observando a natureza e cantarolando, o instrutor de educação física que também era músico, tocava órgão, e era quem organizava o coro da igreja convidou-me para fazer parte do grupo, aceitei de pronto, assim iniciei minha experiência de cantar em público.
Certa vez, ao apresentar-me na rádio Nacional do RJ. a música Desenganos que tinha gravado às pressas, o Gerdal dos Santos criticou-me duramente, mencionando você tem trabalhos melhores, refiz tudo.
Certa vez, passando para o maestro o CD com a minha música para ele fazer a partitura, expliquei a minha condição de autodidata, e pedi para que não considerasse supostos erros, ele ouviu e disse-me, se você estudasse não sobraria nada pra mim, e ainda pontuou, tive que estudar muito para ser músico, pois não me é natural o dom.
Certa vez, da minha mãe no nosso derradeiro diálogo ouvi, se essas coisas das musgas desse certo, era uma afirmação de que por certo ela tinha esperança na melhoria de vida com o sucesso das nossas músicas eu e o meu filho Fabiano.
Essas intervenções me serviram e me servem de pauta para o meu comportamento diante das situações posteriores.
De 1983 a 1997 se deu a minha saga de mergulhar na experiência musical de fato, pois entre aprender a tocar cavaquinho, violão, frequentar biroscas bares, compondo e cantando, foi um mergulho profundo, o que me trazia a tona era o compromisso com meus filhos que estavam sobre a tutela da minha mãe.
Esse foi um período fértil, compondo e formado parcerias, surgiram letras e músicas de vertentes variadas, muito questionado, imaginem eu com meus filhos chegando a adolescência me lançando a aventura de formar grupo de samba, mais a arte e assim quando está na essência grita dentro de nós e nos impulsiona impondo sua força, posto que, a arte está além do artista.
Se para um jovem o sonho de ter suas qualidades e vocações artísticas como foco de suas realizações nem sempre recebe incentivo, imaginem eu, um trintão e pai de quatro filhos.
Já vivendo sob a áurea do fim da ditadura militar, vieram ventos melhores, teve-se mais acesso às informações, a cultura espalhava-se por nossos torrões, as canções já não eram censuradas e traziam em suas letras informações as quais não tive acesso até então, meados dos anos 80.
E assim o tempo ia passando, vida sentimental conturbada, posto que não havia possibilidade de adequação das situações que me enredava, meus filhos, noitadas, bares, casos amorosos, o porto seguro era minha mãe e meus filhos, que sempre estavam latentes na minha consciência como a lembrar-me dos meus deveres de filho e pai.
Até 1997 foram muitas experiências no campo amador, quando descobrindo o talento do meu filho, tive que buscar conhecimento no meio profissional, estúdio, radio, ver realize (histórico) "site oficial"
O ano de 1997 foi marcante, descobri o talento do meu filho, nasceu minha neta, reencontrei a mulher que até hoje e a minha companheira e parceira, me dando suporte para realizar o meu trabalho, (foram-se 15 anos) que de compositor, cantor e musico, se adequou a produção musical, e todo seguimento de respeito ao gênero música, conferir no site,https://www.asshowseproducoesartisticas.com/ "Ademir produtor"e fazendo busca nas redes sociais como (Ademir de Souza) e (ademirniteroi).
De 1997 ate hoje 2012, tenho trabalhado com afinco, porem com serenidade, pois sei que a arte não deve ser imposta e sim apresentada, para que crie identidade, conquiste, e se imponha por si mesma, ai e ela que vai representar-te, compositor, artesão, pintor, cantor, cantora, e toda manifestação artística.
Indagado sobre o meu interesse neste seguimento, exponho que não é simplesmente interesse, a arte quando está em você, e você não a absorve, para depois a expressar, seja de que forma for, nos ronda a impressão de que está sempre faltando alguma coisa, vem-me à lembrança de quando frequentava os bailes/show dos anos 70, me postava bem próximo ao palco e observava cada detalhe porém não tinha a menor percepção que estava ali o que eu queria fazer, nesses bailes tive o prazer de dançar ao som do banda, Joni Maza, Gerson Santos, assistir shows com, Benito de Paula, Alcione, Bebeto, e vai por aí.
Do meu pai mesmo sem a convivência, herdei o talento, não o vi praticar, mais pelo relato dos meus irmão e da minha mãe, sei que foi um um agregado a cultura do interior, palhaço de Folia de Reis, tocador de Cavaquinho, cantor de calango, cantor de lera.
Da minha mãe, me e constante a lembrança da voz afinadíssima de soprano, a cantarolar hinos evangélicos,
e o clássico sertanejo Beijinho Doce, não tinha o dom da criação artística, porém uma sabedoria latente na lida com o próximo, que a todos cativava com o seu colo acolhedor.
Minha experiência como produtor fonográfico teve inicio ao saber do anseio do meu filho em gravar suas músicas, uma cliente dos meus serviços de obra me deu uma ajuda financeira de mil (R$1.000) gravamos um CD demo com 13 faixas foi o inicio de tudo, isso se deu em 1997,
O ano de 2002 foi de marcante importância, quando conheci o meu saudoso amigo e parceiro João R. Romão, foi um encontro que impulsionou as minhas atividades a respeito das minhas produção musicais, foi casual, estava eu na mesa de um bar esperando um amigo contrabaixista, para irmos pro estúdio gravar, quando ele me abordou indagando sobre se eu era compositor, cantor, músico, ao observar o meu cavaquinho sobre mesa do bar, e como poderia participar, trocamos endereço, nos avistamos, conversamos, e ele me apresentou suas poesias e letras de musicais, me chamou atenção uma marchinha de carnaval de titulo, "O carnaval já Chegou", gravamos e teve grande aceitação no programa do Gerdal dos Santos, Onde Canta o Sabiá na rádio Nacional do RJ, gravei mais 3 (três) letras dele finalizando a produção do CD Meus Caminhos, fundamos a produtora, eventos Musicais Amantes do Samba, Produzimos o CD, E.M.A.S Carnaval 2004, e no período de um ano adquirimos um acervo de mais de 100 músicas, pois muitos cantores e compositores nos procuraram para legalizar e divulgar o seus trabalhos.
Nossa parceria foi interrompida por um problema de saúde do meu amigo, que veio a falecer, porém não esqueço o seu último abraço e palavra de incentivo, vai em frente acredito em você.
Nosso trabalho pode ser conferido no Youtube, http://www.youtube.com/user/ademirniteroi/
https://www.asshowseproducoesartisticas.com/
Como não sou dado a projetar minhas realizações, sempre acontece algum fato repentino que me leva a direções novas, o meu aprendizado como músico foi assim, estava passando com meu filho enfrente a estação das barcas em Niterói RJ, quando passou por nós um cidadão com um violão, meu filho observou e indagou-me, papai quando eu crescer o senhor me dá um violão? nesse tempo morávamos numa casa onde eu era uma espécie de caseiro, era combinado entre eu e o proprietário, que sempre que um se ausentasse o outro ficaria cuidando da segurança da propriedade, em troca eu não pagava o aluguel, estava eu fazendo um extra, pintando o rodapé da casa do proprietário e comentei o dialogo com meu filho ele ponderou e disse-me, tenho um violão que por motivo de uma enchente molhou e soltou o tampo, vou lhe dar, você conserta e guarda, quando seu filho crescer já terá o violão, consertei o violão e tudo começou...
Isso se deu em 1979.
A saga em busca de divulgação, e as decepções com o sistema, quase me fez desistir, até que a internet abriu novos horizontes para os artistas desprovidos de condições financeiras para pagar os altos valores cobrados pelo rádio, televisão, jornal, revista, o pior de todos e o famigerado jabá, praticado por pessoas que tem o poder de ocupar cargo em programas musicais no rádio, usam o microfone pra incentivar os artistas anônimos a gravar e levar seus trabalhos, aí vem a decepção com meias palavras insinuam o pagamento feito às escuras, sei que existem as exceções, pude comprovar uma delas que serviu de grande incentivo, e a acreditar que nem tudo estava perdido, foi quando fui na Rádio Nacional do RJ. e conheci o Gerdal dos Santos, deixei com ele o meu CD demo com 3 músicas, quando fui ao programa já estava incluído na programação, isso se deu em 2002, na época o seu programa Onde Canta o Sabiá, era aos domingos, etc.
Foi uma nova etapa de aprendizado, criar e-mail, criar clip, criar as capas de CD, criar as paginas gratuitas, ate a criação do site oficia. https://www.asshowseproducoesartisticas.com/ afinal de alguma forma eu tinha que divulga as musicas dos artistas que a mim confiaram seus trabalhos, que às vezes chegavam já com as músicas produzidas, e em troca da legalização me cediam os direitos de produtor e em alguns casos a edição.
"Confiram no meu canal do youtube os vários estilos musicais e artistas diferenciados"
As vezes me vejo na obrigação de explicar a ecleticidade do meu repertório, e das minhas composições isso se explica por eu ter começado a dedicar-me ao segmento musical como profissional após os 30 anos de idade, e já tinha armazenado informações de estilos musicais, pela vivência em, reuniões musicais onde se cantava e tocava de tudo, seresta, samba, bolero,jovem guarda, forró, sertanejo, bossa nova, marchinha, a música era sucesso e alguém já trazia pra roda, também os bailes, discotecas, etc.
Depois veio a experiência me apresentando como músico e cantante, com grupos de samba, vos e violão e + o repertório apresentado na temporada ficava latente, e quando vinha a inspiração o estilo influía na construção da melodia e do estilo.
Confira a ecleticidade dos estilos musicais, clicando nos links.
O meu 1º CD Meus Caminhos, foi uma maratona, sem grana para arcar com as despesas com estúdio e com os músicos, durante quatro (4) anos o que sobrava das despesas essenciais eu investia em estúdio e aos músicos oferecia parceria nas músicas, assim consegui produzir 14 fonogramas 1 pot-pourry com 3 faixas, as parcerias formadas neste trabalho foram com, Cristovam do Violão / Luiz Duarte (baixo) Lelei do cavaco / Dodinha (percussão) Celestino (teclado) Carlinhos Melodia (violão) Fabiano de Souza (bek-voice) Léo (bek-voice) Chiquinho do Pandeiro (vos) Celestino (vos) todos músicos de banda de baile vos violão em festas e barzinho, com alguns tive o prazer de tocar junto.
As músicas de parceria com João R. Romão teve as despesas arcadas por ele.
Isso se deu no período de 1998 a 2002
Como já citei, minha família teve origem em: por parte de mãe, Santo Antônio de Paduá RJ. e por parte de pai em Bom Jesus de Itabapoana RJ. os parentes por parte de mãe se dispersaram, pelas informações citados por minha mãe, a causa foi as dívidas do meu avô, que sendo sitiante se endividou de tal forma que não tendo como pagar teve tudo confiscado pelos credores, contava ainda minha mãe que minha avó teve que dar para o meu avô umas poucas economias que tinha para ele fugir da cidade, pois os bens que possuía não dava para quitar as dívidas.
E que até a máquina de costura da minha avó foi tomada, pois foi costurando que ele havia juntado as economias que tinha.
Observar sempre foi uma das minhas características, assim fui percebendo a atitude velada dos amigos, fans e até dos parentes, que com grande empolgação acompanhavam o início da nossa saga musical, ligando pras rádios, comparecendo aos eventos comprando o nosso CD, logo as ligações cessaram, já não havia interesse pelos eventos, também foi assim com a produtora, meu sócio adoeceu e como era ele quem arcava com as despesas financeiras tivemos que fechar o escritório, pois esse foi o nosso acordo, eu tinha 90% (90 noventa por cento) do CD meus caminhos produzido, para abrir a firma eu entrei com a administração e o trabalho e ele João R. Romão entrou com as despesas, ouvi de toda parte que devia fechar a empresa, a pressão foi grande, ai me lembrei de quando recebi os agradecimentos do Gerdal dos Santos por ter composto a música "10 de Fevereiro", e expor as dificuldades em gravar, frisando a falta de oportunidade para divulgar, ele disse-me, você já e reconhecido com as suas obras musicais pois elas estão arquivadas na Radio Nacional, isso vindo do Gerdal dos Santos me deu um ensejo para continuar pois o meu produto e arte e a arte é eterna.
Dentre as músicas que produzi, também se verifica a ecleticidade do meu trabalho que pode ser conferido no canal do youtube que criei para para divulgar,
Família por parte de mãe.
Como muitas outras, a histórias da minha família por parte de mãe se insere naquelas situações que foge aos padrões tidos como normais, meu avô era casado e ao manter um relacionamento extra conjugal com a minha avó, ao ser descoberto já tinham filhos, então sua mulher de casado aceitou a situação de que ele mantivesse as duas famílias, permitindo que ele construísse uma casa no mesmo sítio onde viviam em “harmonia” contava minha mãe que na época de festa na cidade “Santo Antônio de Pádua RJ” minha avó que era exímia costureira fazia a roupa para as duas famílias enquanto a outra se encarregava dos outros afazeres, e todos iam aos festejos na caminhonete do meu avô.
Minha avó Albertina Miranda, já tinha dois filhos de outro casamento Arlindo e Alcides.
Com o meu avô Tolentino de Azevedo, foram 9 filhos Almerinda, Licanora, Roldão, Salomão, Davi, Anésia, Nair, Lurdimira, e minha mãe, Detionora Monteiro da Costa.
A mulher de casado do meu avô era Leopoldina, Com a qual ele teve Zequinha, Sebastião, Guilhermino, Tionor, Regina, (ou Virgina)
Ainda contou-me minha mãe que o meu avô teve uma amante de nome Maria Síria, e tiveram uma filha de nome Orlanda.
Os padrinhos da minha mãe, Mané Pequeno e Ana Moura
Do lugar onde moravam chama-se Banco.
Obs. Devemos considerar distorções nessas informações, pois a minha mãe já se encontrava com 95 anos e com a saúde precária quando a mim fez esse relato.
O preço a pagar...
Nos acostumamos a ouvir desde de criança que tudo tem seu preço, e as vezes só nos apercebemos disso quando já pagamos, posso afirmar que esse e o meu caso, paguei, ainda pago, e confesso que me faz muita falta a convivência mais amiúde com meus familiares e amigos, vejo que a falta de proximidade vai deixando um vazio, que permanece, por mais que os laços sejam fortes.
Porem nada e mais forte que a arte, e e através da minha arte, que vem a certeza de que serei compreendido, se bem que a compreensão não pode trazer-me o calor dos abraços que não ganhei.
Bem, enfim desde de 1997 quando enveredei pelo caminho da produção musical, a exatamente 15 anos, tive uma satisfação que não as de compor gravar e receber elogios pelos meus trabalhos, depois de uns pingados numerários de direito autoral, recebi uma quantia que não e a merecida pelo volume de trabalho porem trás-me uma animação reforçando a minha fé de valeu e vale a pena, o trabalho sempre compensa.
De um anseio a muito desejado, enfim agora realizado, o de conhecer Santo Antonio de Pádua RJ. cidade onde se originou minha família por parte de mãe, tomado pela emoção caminhei da rodoviária ate a praça onde se encontra o marco da fundação da cidade, passando pela igreja matriz, a praça iluminada, linda! durante o percurso imaginava que caminharam por aquelas ruas meus avós, minha mãe, meus tios, foi uma sensação indescritível.
Dei um pulinho em Bom Jesus de Itabapoana, mais ainda não foi desta vez que fui na Cismaria onde nasci, visitei meus primos que moram em Santa Isabel (antiga usina) caminhei pelo centro da cidade, no imaginário a certeza de que por esses arredores meu pai perambulou tocando seu cavaquinho, cantando Calango e Lera, e cumprindo sua missão de palhaço nas folias de reis.
Da minha forma de comportamento sobre o cunho religioso, vem das experiências vividas por onde as oportunidades me deram a chance de viver.
Muito pouco posso falar sobre religião, mais posso afirmar que a base de tudo e a fé, o resto e resultado da intenção e elevação do pensamento de cada um.
Ainda criança frequentei a igreja evangélica presbiteriana, na adolescência ao ir para o colégio interno convivi com a doutrina católica, já adulto convivi e até participei da organização burocrática de um centro espírita de umbanda.
Em todos os seguimentos sempre estive atento ao comportamento das pessoas, assim chegando a convicção de que por todos os núcleos, sejam sociais ou religiosos... o que importa e a índole de cada um.
Por essa lente vejo a formação religiosa da maioria das famílias brasileiras, que vem através da oportunidade da convivência.
(continuarei a escrever,em breve)
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Ademir de Souza
“Artista autodidata formado na lida”
“Nunca e tarde para se eternizar um sonho”
HISTÓRICO: Ademir Francisco de Souza.
ADEMIR DE SOUZA
Minha família teve origem em Santo Antônio de Pádua RJ, meu pai Antonio Francisco de Souza de Bom Jesus do itabapoana, minha mãe Detionora Monteiro da Costa (Edite Francisco de Souza) meu avô Tolentino de Azevedo tinha 2 duas familias uma com a minha avó Albertina, teve os filhos Almerinda, Nicanora, Rordão, Salomão, Davi, Anesia, Nair, Lurdimira, Detionora, com a outra familia, Leopoldina teve os flhos Zequinha, Sebastião, Tionor, Regina ou Virginia, pode existir falhas nas informaçõe pois quando minha mãe as passou para mim estava em estado de saude precario, e veio a falecer, porem foi um pedido dela de que eu procurace os parentes, a única informação que tenho e uma foto do meu tio irmão da minha mãe Rorldão Monteiro ex combatente de guerra que pode ser visualizada no meu site. https://www.asshowseproducoesartisticas.com/
Ademir de Souza
“Artista autodidata formado na lida”
“Nunca e tarde para se eternizar um sonho”
HISTÓRICO: Ademir Francisco de Souza.
Cheguei a São Gonçalo aos três(03)anos de idade vindo de Bom Jardim distrito de Bom Jesus do Ibapoana R.J. meus familiares se encontravam nos fins de semana em reuniões musicais. Todos participavam cantando ou tocando algum instrumento ou dançando, na cozinha a anfitriã caprichava no pastelzinho e na batida de limão, vários quitutes e aperitivos. Ali já começava a despertar meu dom para a música e a poesia, mais aos (12) dose anos de idade vi essa trajetória ser interrompida, minha mãe sem condições de nos manter na escola eu e meu irmão, teve que aceitar a nossa ida para o colégio interno, Aprendizado Agrícola de Sacra Família no município de Paulo de Frontin R.J. onde fiquei até os (18) dezoitos anos de idade, dali tive que cuidar da minha vida e da minha família, minha primeira oportunidade de trabalho foi como servente de pedreiro, mais com grande aptidão para o aprendizado, tornei-me um profissional em pouco tempo, e já aos (23) vinte e três anos trabalhava por conta própria, com pouco acesso as revistas e rádio assimilava as melodias das músicas de sucesso e criava letras intercalando com as originais sem me dar conta de que assim estava compondo, ao aprender tirar alguns acordes do violão comecei a compor pra valer e participar das rodas de samba, daí para as casas noturnas foi rápido, do violão ao cavaquinho a participação em grupos de pagodes até que assumi com meu amigo Dodinha o grupo Magia nos anos 80 grande sucesso nas reuniões de fundo de quintal, casas noturnas e clubes de São Gonçalo nos bairros de Itaúna, Trindade, Alcântara, Mutondo etc. conheci Chiquinho do Pandeiro exímio cantor de forró sendo convidado para participar do seu grupo tocando contra baixo, assim adquirindo aprendizado nesse estilo. Fiz minha incursão no mundo do samba de enredo participando no G.R.E.S. Unidos do Valéria do bairro onde eu morava Itaúna SG. RJ. Ao descobrir o talento do meu filho Fabiano e seu amigo e parceiro Leonardo lhes dei apoio para gravar um CD demo assim eles conseguiram apoio empresarial para o lançamento do CD Universo de Prazer LENE & LÉO levando-os para divulgar o trabalho ambientei-me com o mundo das rádios, TV(s), jornais etc. com a experiência adquirida no meio profissional da música comecei a desenvolver o meu trabalho gravei o CD Meus Caminhos com a colaboração de músicos e parceiros que tocam na noite a principio era um trabalho sem grandes pretensões, mais a idéia foi amadurecendo e o incentivo dos amigos e Principalmente a parceria com João R. Romão da qual resultou na fundação da empresa Eventos Musicais Amantes do Samba LTDA. E.M.A.S. Produções e Edições Musicais LTDA.
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Música, arte, cultura.
Ademir de Souza (trajetória de vida)
Obs: Aos visitantes, estarei sempre adequando minhas escritas de acordo com o avivamento das minhas lembranças. OBRIGADO PELA VISITA.
Começando, pelo momento descrito pela minha mãe, de quando e onde cheguei nesse maravilhoso mundo.
O lugar fica em "Bom Jesus de Itabapoana" RJ. minha terra natal, (Cis-Maria) onde meus pais trabalhavam na roça, ainda não conferi se era uma fazenda, um sitio, só sei que a situação era de tal precariedade, que me banharam na cacimba quando nasci. (cacimba, pequeno poço de água)
Me sinto lisonjeado, pois comparando com a poluição de hoje era bem mais saudável.
Pois isso foi em 1951.
Pensando que eu o 6º (sexto) filho de 10, como não foi a chegada ao mundo dos outros 6 (seis)?
De Bom Jesus, a lembrança que me vinha vagamente era, A) de estar na roça com um cacumbu de enxada (cacumbu enxada gasta, pequena) a ajudar na lida capinando, B) da vasilha que levávamos o almoço, era uma lata de marmelada, que depois de comermos o doce era aproveitada como marmita, C) da viagem de trem para São Gonçalo RJ. até que quando adulto comecei a conversar com minha mãe e minha irmã mais velha (Noli) sobre o passado pois ela era uma exímia contadora de casos.
Em São Gonçalo RJ. a nossa primeira morada foi no bairro Paraíso (Morro do Marimbondo) na casa da minha irmã Marlene, codinome, (Cota) depois na casa de um casal por nome Porfírio e Vica, que tinham três filhos Heraldo e Zé, e uma menina, ali ficamos por pouco tempo pois a minha mãe acostumada com a roça viu na oportunidade de morar e cuidar de um sitio no bairro de Santa Luzia São Gonçalo RJ. a chance de passar por menos aperto, pois assim poderia tirar da terra o nosso sustento.
No lugar, hoje existe uma comunidade, pois o progresso trouxe a estrada BR 101 e assim se viu o manguezal sendo aterrado e dando a lugar a novas residências (isso já nos anos 70 e 80) (o lugar fica no final da rua: Maria Rita no bairro do Porto Novo São Gonçalo RJ.) ali moramos de 1960 até 1969 quando terminei o curso primário no colégio interno "Aprendizado Agrícola de Sacra Família" onde fui internado em 1964, me lembro bem de quando fomos para o colégio interno eu e meu irmão mais novo, o Brasil estava em polvorosa os militares tomavam conta dos país, se iniciando os malditos tempos, de ditadura.Moramos de favor por muito tempo, ora na casa de irmãos casados, ora na casa de amigos, ate minha mãe construir com ajuda de amigos e parentes uma casa de estuque num terreno da marinha por permissão de um cidadão por nome Capitão Meninô, que tomava conta do terreno onde existia uma colônia de pescadores denominada Maçaranduba, pois ali existia varias árvores desta espécie, onde corre o Rio Marimbondo, nesse tempo ainda podia-se desfrutar do banho, da pesca do camarão, peixes, e caranguejos no manguezal, o que me inspirou anos a frente ao deparar-me com o estado de poluição e depredação do meio ambiente, a compor a música, "YouTube Chora Baia de Guanabara"
Os motivos da minha ida com o meu irmão para o internato foram.
Havia um colégio interno no bairro Paraíso em São Gonçalo RJ. (Patronato de Menores de São Gonçalo) onde trabalhava o marido da minha irmã, assim consegui a oportunidade de estudar como semi-interno a noite dormia na casa da minha irmã que por ser o seu marido funcionário do colégio teve a oportunidade de construir e ali morar, nas terras do colégio, assim foi o primeiro núcleo da família a ter uma casa propiá e sair do aluguel.
Devido a urbanização do bairro Paraíso e o crescimento da população, ficou inviável a permanência do internato, assim com seu fim e a transferência dos alunos para outros núcleos o diretor consultou minha mãe oferecendo a oportunidade da minha inclusão e do meu irmão entre os transferidos, foi a oportunidade para estudarmos.
Fiquei internado de 1964 a 1968 quando tive que sair ao completar 18 anos, meu irmão ainda ficou por mais um ano, pois o colégio passou a ter internos com menos de 10 anos, uma pena.
Minha família, como tantas outras famílias brasileiras e mista de miscigenação, por parte da minha mãe são imigrantes europeus assentados em Santo Antônio de Pádua RJ. por parte do meu pai índios e negros, naturais de Bom jesus de Itabapoana RJ. e arredores.
A realidade é que as famílias dificilmente resistiram às dificuldades de se adaptarem à mudança brusca de sair do interior e vir para cidade grande, a minha não resistiu e como quase sempre os filhos ficam sob os cuidados da mãe, foi o nosso caso.
Se por um lado a minha ida para o colégio interno foi importante pra eu estudar, por outro me privou do conhecimento que se adquire na convivência do dia a dia com a sociedade, ainda mais num período de ditadura, a escassez de informações me privou de desenvolver a veia artística em tempo de possibilidade de maior absorvência das informações.
Em 1968 ao sair do internato não havia meio termo era trabalhar, onde e no que viesse, meu cunhado um pedreiro (como se dizia) de mão cheia, era disputado no bairro, fui pro trampo com ele, mais logo aprendi a profissão me emancipei, criei minha clientela, e fui a luta, convenci minha mãe a sair do trabalho e assumi a casa.
Aos Vinte e Quatro já era pai, meu primeiro filho fruto de um relacionamento que assumi aos 21 anos mais que eu pela pouca idade, e num momento em que eu vivia a euforia de aproveitar cada instante de folga do trabalho, os bailes, o futebol com os amigos, praia, toda opção de lazer possível lá estava eu, não deixava escapar, queria recuperar o tempo perdido por ter ficado no colégio interno dos 12 aos 18 anos, como se isso fosse possível, bem, não deu certo.
Casei-me em 1976 com tudo que é de direito padre, igreja, álbum de fotos, em 1977 mais um garotão, em 1980 uma linda menina, em 1981 mais uma linda menina, porém o casamento acabou, poderia enumerar muitas razões, porém prefiro crer que não tinha que ser.
Em meio ao trabalho, as diversões, o casamento, e os relacionamentos amorosos, hoje me apercebo de alguns pitacos referentes ao meu comportamento e as minhas ações, que são motivo de reflexão.
Certa vez, minha mãe ao ver-me, me trajar para ir ao baile comentou, você não deveria casar-se nunca, (parecia que estava prevento a minha saga)
Certa vez, trabalhando e cantarolando, a filha de uma cliente de trabalho onde executava uma reforma, ao observar-me indagou-me se eu cantava em Inglês, queria me indicar pra uma banda, era moda nos anos 70 pois as músicas cantadas neste idioma invadiram as rádios brasileiras e predominavam nos bailes.
Certa vez, ainda como ajudante, mas aproveitando a oportunidade que tinha, sempre pegava a ferramenta para ajudar o pedreiro, o encarregado da obra observando o meu desempenho comentou, com o pedreiro, esse vai te passar a casca.
Certa vez, trabalhando na casa de um pastor evangélico, ele comentou, você é abençoado por Deus, indaguei o porquê, ele fez referência ao rendimento do meu trabalho comparando com meus companheiros.
Certa vez, ao revestir o piso da área de trabalho de um cliente em caquinho, fragmentos de cerâmica, (mosaico), sua esposa vendo-me executar o acabamento que requer habilidade apurada, pois que a área tinha medidas irregulares disse-me, és um artista.
Certa vez, um amigo e companheiro de trabalho e do grupo de samba em que tocávamos, num encontro casual, quando eu estava indo dar um role num fim de semana e estava sem grana, ele dividindo o pouco que tinha comigo, comentou, amigo só tem um jeito pra nós, e ganhar na loteria, ou o sucesso com a música.
Certa vez, aos 29 anos, quando comecei a aprender tocar violão, alguém disse-me que você está muito velho para isso.
Certa vez, indo a uma rádio comunitária para divulgar a minha música, o locutor ao saber que eu trabalhava na construção civil, comentou, o cara e pedreiro, quer ser cantor.
Certa vez estava eu no pátio do colégio, sozinho observando a natureza e cantarolando, o instrutor de educação física que também era músico, tocava órgão, e era quem organizava o coro da igreja convidou-me para fazer parte do grupo, aceitei de pronto, assim iniciei minha experiência de cantar em público.
Certa vez, ao apresentar-me na rádio Nacional do RJ. a música Desenganos que tinha gravado às pressas, o Gerdal dos Santos criticou-me duramente, mencionando você tem trabalhos melhores, refiz tudo.
Certa vez, passando para o maestro o CD com a minha música para ele fazer a partitura, expliquei a minha condição de autodidata, e pedi para que não considerasse supostos erros, ele ouviu e disse-me, se você estudasse não sobraria nada pra mim, e ainda pontuou, tive que estudar muito para ser músico, pois não me é natural o dom.
Certa vez, da minha mãe no nosso derradeiro diálogo ouvi, se essas coisas das músicas desse certo, era uma afirmação de que por certo ela tinha esperança na melhoria de vida com o sucesso das nossas músicas eu e o meu filho Fabiano.
Essas intervenções me serviram e me servem de pauta para o meu comportamento diante das situações posteriores.
De 1983 a 1997 se deu a minha saga de mergulhar na experiência musical de fato, pois entre aprender a tocar cavaquinho, violão, frequentar biroscas bares, compondo e cantando, foi um mergulho profundo, o que me trazia a tona era o compromisso com meus filhos que estavam sobre a tutela da minha mãe.
Esse foi um período fértil, compondo e formado parcerias, surgiram letras e músicas de vertentes variadas, muito questionado, imaginem eu com meus filhos chegando a adolescência me lançando a aventura de formar grupo de samba, mais a arte e assim quando esta na essência grita dentro de nos e nos impulsiona impondo sua força, posto que, a arte está além do artista.
Se para um jovem o sonho de ter suas qualidades e vocações artísticas como foco de suas realizações nem sempre recebe incentivo, imaginem eu, um trintão e pai de quatro filhos.
Já vivendo sob a áurea do fim da ditadura militar, vieram ventos melhores, teve-se mais acesso às informações, a cultura espalhava-se por nossos torrões, as canções já não eram censuradas e traziam em suas letras informações as quais não tive acesso ate então, meados dos anos 80.
E assim o tempo ia passando, vida sentimental conturbada, posto que não havia possibilidade de adequação das situações que me enredava, meus filhos, noitadas, bares, casos amorosos, o porto seguro era minha mãe e meus filhos, que sempre estavam latentes na minha consciência como a lembrar-me dos meus deveres de filho e pai.
Ate 1997 foram muitas experiências no campo amador, quando descobrindo o talento do meu filho, tive que buscar conhecimento no meio profissional, estúdio, rádio, ver realize (histórico) abaixo e no site, "siteoficial" https://www.asshowseproducoesartisticas.com/
O ano de 1997 foi marcante, descobri o talento do meu filho, nasceu minha neta, reencontrei a mulher que ate hoje e a minha companheira e parceira, me dando suporte para realizar o meu trabalho, (foram-se 15 anos) que de compositor, cantor e músico, se adequou a produção musical, e todo seguimento de respeito ao gênero música, conferir no site, https://www.asshowseproducoesartisticas.com/
e fazendo busca nas redes sociais como (Ademir de Souza) e (ademirniteroi).
De 1997 ate hoje 2012, tenho trabalhado com afinco, porém com serenidade, pois sei que a arte não deve ser imposta e sim apresentada, para que crie identidade, conquiste, e se imponha por si mesma, aí é ela que vai representar-te, compositor, artesão, pintor, cantor, cantora, e toda manifestação artística.
Indagado sobre o meu interesse neste seguimento, exponho que não é simplesmente interesse, a arte quando está em você, e você não a absorve, para depois a expressar, seja de que forma for, nos ronda a impressão de que está sempre faltando alguma coisa, vem-me à lembrança de quando frequentava os bailes/show dos anos 70, me postava bem próximo ao palco e observava cada detalhe porém não tinha a menor percepção que estava ali o que eu queria fazer, nesses bailes tive o prazer de dançar ao som do banda, Joni Maza, Gerson Santos, assistir shows com, Benito de Paula, Alcione, Bebeto, e vai por ai.
Do meu pai mesmo sem a convivência, herdei o talento, não o vi praticar, mais pelo relato dos meus irmão e da minha mãe, sei que foi um um agregado a cultura do interior, palhaço de Folia de Reis, tocador de Cavaquinho, cantor de calango, cantor de lera.
Da minha mãe, me e constante a lembrança da voz afinadíssima de soprano, a cantarolar hinos evangélicos,
e o clássico sertanejo Beijinho Doce, não tinha o dom da criação artística, porém uma sabedoria latente na lida com o próximo, que a todos cativava com o seu colo acolhedor.
Minha experiência como produtor fonográfico teve inicio ao saber do anseio do meu filho em gravar suas músicas, uma cliente dos meus serviços de obra me deu uma ajuda financeira de mil (R$1.000) gravamos um CD demo com 13 faixas foi o início de tudo, isso se deu em 1997, confiram no Youtube.
O ano de 2002 foi de marcante importância, quando conheci o meu saudoso amigo e parceiro João R. Romão, foi um encontro que impulsionou as minhas atividades a respeito das minhas produção musicais, foi casual, estava eu na mesa de um bar esperando um amigo contrabaixista, para irmos pro estúdio gravar, quando ele me abordou indagando sobre se eu era compositor, cantor, musico, ao observar o meu cavaquinho sobre mesa do bar, e como poderia participar, trocamos endereço, nos avistamos, conversamos, e ele me apresentou suas poesias e letras de musicais, me chamou atenção uma marchinha de carnaval de titulo, "O carnaval já Chegou", gravamos e teve grande aceitação no programa do Gerdal dos Santos, Onde Canta o Sabiá na rádio Nacional do RJ, gravei mais 3 (três) letras dele finalizando a produção do CD Meus Caminhos, fundamos a produtora, eventos Musicais Amantes do Samba, Produzimos o CD, E.M.A.S Carnaval 2004, e no período de um ano adquirimos um acervo de mais de 100 músicas, pois muitos cantores e compositores nos procuraram para legalizar e divulgar o seus trabalhos.
Nossa parceria foi interrompida por um problema de saúde do meu amigo, que veio a falecer, porém não esqueço o seu último abraço e palavra de incentivo, vai em frente acredito em você.
Nosso trabalho pode ser conferido no Youtube, http://www.youtube.com/user/ademirniteroi/
Como não sou dado a projetar minhas realizações, sempre acontece algum fato repentino que me leva a direções novas, o meu aprendizado como músico foi assim, estava passando com meu filho enfrente a estação das barcas em Niterói RJ, quando passou por nós um cidadão com um violão, meu filho observou e indagou-me, papai quando eu crescer o senhor me dá um violão? nessa tempo morávamos numa casa onde eu era uma espécie de caseiro, era combinado entre eu e o proprietário, que sempre que um se ausentar o outro ficaria cuidando da segurança da propriedade, em troca eu não pagava o aluguel, estava eu fazendo um extra, pintando o rodapé da casa do proprietário e comentei o diálogo com meu filho ele ponderou e disse-me, tenho um violão que por motivo de uma enchente molhou e soltou o tampo, vou lhe dar, você conserta e guarda, quando seu filho crescer já terá o violão, consertei o violão e tudo começou...
Isso se deu em 1979.
A saga em busca de divulgação, e as decepções com o sistema, quase me fez desistir, até que a internet abriu novos horizontes para os artistas desprovidos de condições financeiras para pagar os altos valores cobrados pelo rádio, televisão, jornal, revista, o pior de todos e o famigerado jabá, praticado por pessoas que tem o poder de ocupar cargo em programas musicais no rádio, usam o microfone pra incentivar os artistas anônimos a gravar e levar seus trabalhos, aí vem a decepção com meias palavras insinuam o pagamento feito às escuras, sei que existem as exceções, pude comprovar uma delas que serviu de grande incentivo, e a acreditar que nem tudo estava perdido, foi quando fui na Rádio Nacional do RJ. e conheci o Gerdal dos Santos, deixei com ele o meu CD demo com 3 músicas, quando fui ao programa já estava incluído na programação, isso se deu em 2002, na época o seu programa Onde Canta o Sabiá, era aos domingos, etc.
Foi uma nova etapa de aprendizado, criar e-mail, criar clip, criar as capas de CD, criar as páginas gratuitas, ate a criação do site oficia, https://www.asshowseproducoesartisticas.com/
de alguma forma eu tinha que divulga as músicas dos artistas que a mim confiaram seus trabalhos, que às vezes chegavam já com as músicas produzidas, e em troca da legalização me cediam os direitos de produtor e em alguns casos a edição.
"Confiram no meu canal do youtube os vários estilos musicais e artistas diferenciados"
As vezes me vejo na obrigação de explicar a ecleticidade do meu repertório, e das minhas composições isso se explica por eu ter começado a dedicar-me ao segmento musical como profissional após os 30 anos de idade, e já tinha armazenado informações de estilos musicais, pela vivência em, reuniões musicais onde se cantava e tocava de tudo, seresta, samba, bolero,jovem guarda, forró, sertanejo, bossa nova, marchinha, a música era sucesso e alguém já trazia pra roda, também os bailes, discotecas, etc.
Depois veio a experiência me apresentando como músico e cantante, com grupos de samba, voz e violão e + o repertório apresentado na temporada ficava latente, e quando vinha a inspiração o estilo influía na construção da melodia e do estilo.
Confira a ecleticidade dos estilos musicais, clicando nos links.
"Marchinha, YouTube, Ademir de Souza" https://www.youtube.com/watch?v=WA8Pz0vhi24&t=27s
"Samba de Raiz,YouTube, Ademir de Souza" https://www.youtube.com/watch?v=a21J5TOqbbU
"Samba de Raiz,YouTube, Rosana Moreno" https://www.youtube.com/watch?v=o7TEtTwxfWo&list=RDGMEMFDHdtbQF5jLxlUZMleBN_w&index=12
"Jovem Guarda, YouTube, Inez Moura" https://www.youtube.com/watch?v=z8bT5mYhKAw
"BoleroYouTube, Rosana Moreno" https://www.youtube.com/watch?v=Y-Q-3sfEWWQ
"Forró, YouTube, Ademir de Souza e Selestino" https://www.youtube.com/watch?v=bhyNe-CdBIE
"Hip-HopYouTube, Feko E Mumu" https://www.youtube.com/watch?v=xU3DPqcL5Ek
"Samba Canção, seresta, YouTube, Ademir de Souza" https://www.youtube.com/watch?v=khtI2SGKWi4
"Balada Romântica, YouTube, Fabiano de Souza" https://www.youtube.com/watch?v=AvW_X0L50xM
"Pagode Romântico,YouTube, Ademir de Souza" https://www.youtube.com/watch?v=__8_wn8Gss4
"Bossa Nova, Samba,YouTube, Fabiano de Souza" https://www.youtube.com/watch?v=10s7Xxk0tLA
"Vos e ViolãoYouTube, MP3, Ademir de Souza" https://www.youtube.com/watch?v=kJmLAK32ojk
O meu 1º CD Meus Caminhos, foi uma maratona, sem grana para arcar com as despesas com estúdio e com os músicos, durante quatro (4) anos o que sobrava das despesas essenciais eu investia em estúdio e aos músicos oferecia parceria nas músicas, assim consegui produzir 14 fonogramas 1 pot-pourri com 3 faixas, as parcerias formadas neste trabalho foram com, Cristovam do Violão / Luiz Duarte (baixo) Lelei do cavaco / Dodinha (percussão) Celestino (teclado) Carlinhos Melodia (violão) Fabiano de Souza (beck-voice) Léo (beck-voice) Chiquinho do Pandeiro (vos) Celestino (vos) todos músicos de banda de baile vos violão em festas e barzinho, com alguns tive o prazer de tocar junto.
As músicas de parceria com João R. Romão teve as despesas arcadas por ele.
Isso se deu no período de 1998 a 2002
"Clique, para ouvir as músicas"
Como já citei, minha família teve origem em: por parte de mãe, Santo Antônio de Pádua RJ. e por parte de pai em Bom Jesus de Itabapoana RJ. os parentes por parte de mãe se dispersaram, pelas informações citados por minha mãe, a causa foi as dívidas do meu avô, que sendo sitiante se endividou de tal forma que não tendo como pagar teve tudo confiscado pelos credores, contava ainda minha mãe que minha avó teve que dar para o meu avô umas poucas economias que tinha para ele fugir da cidade, pois os bens que possuía não dava para quitar as dívidas.
E que até a máquina de costura da minha avó foi tomada, pois foi costurando que ele havia juntado as economias que tinha.
Observar sempre foi uma das minhas características, assim fui percebendo a atitude velada dos amigos, fans e até dos parentes, que com grande empolgação acompanhavam o início da nossa saga musical, ligando pras rádios, comparecendo aos eventos comprando o nosso CD, logo as ligações cessaram, já não havia interesse pelos eventos, também foi assim com a produtora, meu sócio adoeceu e como era ele quem arcava com as despesas financeiras tivemos que fechar o escritório, pois esse foi o nosso acordo, eu tinha 90% (90 noventa por cento) do Cd meus caminhos produzido, para abrir a firma eu entrei com a administração e o trabalho e ele João R. Romão entrou com as despesas, ouvi de toda parte que devia fechar a empresa, a pressão foi grande, ai me lembrei de quando recebi os agradecimentos do Gerdal dos Santos por ter composto a música "10 de Fevereiro", e expor as dificuldades em gravar, frisando a falta de oportunidade para divulgar, ele disse-me, você já é reconhecido com as suas obras musicais pois elas estão arquivadas na Rádio Nacional, isso vindo do Gerdal dos Santos me deu um ensejo para continuar pois o meu produto e arte e a arte é eterna.
Dentre as músicas que produzi, também se verifica a ecleticidade do meu trabalho que pode ser conferido no canal do youtube que criei para para divulgar, http://www.youtube.com/user/ademirprodutor/ pode-se conferir nos links.
"Alexandre Lemos e Vivone, O noivo Aqui Está" https://www.youtube.com/watch?v=KZkF5gmSI4Q
"Kinho Souza, Menino Sonhador" https://www.youtube.com/watch?v=y1iQyuWOfak&t=154s
"Fabiano de Souza, Tá na Cara" https://www.youtube.com/watch?v=Ik1bGQUMdvs
Família por parte de mãe.
Como muitas outras, a histórias da minha família por parte de mãe se insere naquelas situações que foge aos padrões tidos como normais, meu avô era casado e ao manter um relacionamento extra conjugal com a minha avó, ao ser descoberto já tinham filhos, então sua mulher de casado aceitou a situação de que ele mantivesse as duas famílias, permitindo que ele construísse uma casa no mesmo sítio onde viviam em “harmonia” contava minha mãe que na época de festa na cidade “Santo Antônio de Pádua RJ” minha avó que era eximia costureira fazia a roupa para as duas famílias enquanto a outra se encarregava dos outros afazeres, e todos iam aos festejos na caminhonete do meu avô.
Minha avó Albertina Miranda, já tinha dois filhos de outro casamento, Arlindo e Alcides.
Com o meu avô Tolentino de Azevedo, foram 9 filhos Almerinda, Licanora, Roldão, Salomão, Davi, Anésia, Nair, Lurdimira, e minha mãe, Detionora Monteiro da Costa.
A mulher de casado do meu avô era Leopoldina, Com a qual ele teve Zequinha, Sebastião, Guilhermino, Tionor, Regina, (ou Virgina)
Ainda contou-me minha mãe que o meu avô teve uma amante de nome Maria Síria, e tiveram uma filha de nome Orlanda.
Os padrinhos da minha mãe, Mané Pequeno e Ana Moura
Do lugar onde moravam chama-se Banco.
Obs. Devemos considerar distorções nessas informações, pois a minha mãe já se encontrava com 95 anos e com a saúde precária quando a mim fez esse relato.
O preço a pagar...
Nos acostumamos a ouvir desde de criança que tudo tem seu preço, e as vezes só nos apercebemos disso quando já pagamos, posso afirmar que esse é o meu caso, paguei, ainda pago, e confesso que me faz muita falta a convivência mais amiúde com meus familiares e amigos, vejo que a falta de proximidade vai deixando um vazio, que permanece, por mais que os laços sejam fortes.
Porém nada é mais forte que a arte, é através da minha arte, que vem a certeza de que serei compreendido, se bem que a compreensão não pode trazer-me o calor dos abraços que não ganhei.
(continuarei a escrever,em breve)
https://ademirdesouzablogs.blogspot.com/p/ademir-de-souza-por-ademir-de-souza.html
https://sites.google.com/view/ademirdesouzaporademirdesouza/
https://www.asshowseproducoesartisticas.com/








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